Ai! Ai!
Ai! Ai! Deslizar a mão, pelo corpo teu, Subindo a encosta lateral, Até ao topo do ombro, Contornando o pescoço, lentamente, Infiltrando os dedos, Pela base dos cabelos, Movendo-os de volta, Encosta abaixo. Num ritmo delicioso ao tacto, Fazendo comunicar, Através das pontas dos dedos meus, Os sentimentos mais ambicionados. Devagar, caminhar no mesmo sentido, Sussurros ao ouvido, hálito quente. Ai! Saudade! Ai! Nostalgia! Do vale leito sedoso, Com todos os ternos momentos, Agitados encontros melífluos, Em que a liberdade era toda.