Eu
Eu Orvalho fresco, todos dias me sinto Sempre pronto pr’ amar a vida Jardino as alegrias, só elas consinto Sorrir, a todos os problemas retiro comida Dizem-me: - Louco és, porquê? A todos digo: - Não sou! Só não sou telecomandado. História sempre igual para quê? O vento nunca sopra do mesmo lado. Não choro o leite derramado nem culpo ninguém. Apenas, se cair, de seguida me levanto Assim procedo, dou conselhos também Dando à minha vida e em redor, encanto. Pulo, brinco, pinto a manta, Canto, grito, desabafo tensões. Quem dera, que todo o mundo alegria tivesse tanta Quem dera, que fossem assim todos os corações.